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Mais Médicos amplia participação de brasileiros formados no exterior sem revalidar diplomas

O Ministério da Saúde anunciou a recepção de 1.375 brasileiros formados em faculdades fora do País no Programa Mais Médicos. Com isso, a participação de profissionais daqui cresceu 44%, com 8.316 médicos. O projeto reúne outros 8.593 estrangeiros da cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), sobretudo cubanos, e 5.737 profissionais formados em território nacional. Lamentavelmente, tanto os novos reforços brasileiros formados fora, quanto os estrangeiros vindos via Opas não passaram por revalidação de diplomas.

Quarta, 11 de outubro de 2017


Ministério da Saúde tem o intuito de aumentar a presença de médicos do Brasil, mas permite que profissionais formados em outros países atendam a população sem passar pelo Revalida

O Ministério da Saúde anunciou a recepção de 1.375 brasileiros formados em faculdades fora do País no Programa Mais Médicos. Com isso, a participação de profissionais daqui cresceu 44%, com 8.316 médicos. O projeto reúne outros 8.593 estrangeiros da cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), sobretudo cubanos, e 5.737 profissionais formados em território nacional. Lamentavelmente, tanto os novos reforços brasileiros formados fora, quanto os estrangeiros vindos via Opas não passaram por revalidação de diplomas.

“A APM é absolutamente contrária a essa prática. Todos os médicos formados em faculdades fora do Brasil têm de passar pelo exame de revalidação de diploma para verificar se são aptos a exercerem a Medicina em nosso País. Sabemos que há grande quantidade de faculdades estrangeiras, principalmente na América do Sul, que deixam a desejar, formando profissionais muito deficientes. Portanto, isso pode colocar em risco nossa população mais vulnerável, que tem menos condições e menos acesso à Medicina de qualidade. Não sabemos o conhecimento técnico e científico destes novos médicos. É um absurdo que o Ministério esteja pensando mais em quantidade do que em qualidade”, avalia Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, por sua vez, declarou que esse é um momento importante para o Brasil e para os brasileiros. “Estamos avançando e tenho certeza que vamos oferecer mais qualidade na Saúde e na atenção básica, com a participação desses novos profissionais no Programa Mais Médicos”, disse em entrevista coletiva nesta semana.

Essa foi a segunda fase do edital, que em sua primeira parte selecionou profissionais formados no Brasil. O Ministério da Saúde tem o projeto de substituir por brasileiros os médicos da cooperação com a Opas, cubanos em geral. A expectativa da pasta é realizar quatro mil substituições em três anos.

Por: APM

 

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