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2º Encontro de Líderes debate o futuro do associativismo

Como meta de estabelecer rever e fazer avançar o planejamento estratégico do triênio 2017-2020, a reunião contou com a participação de 120 integrantes da APM, entre diretores, presidentes e representantes de Regionais e membros do Conselho Fiscal.



“Estamos nos aproximando dos 90 anos de Associação Paulista de Medicina. Quando chegamos próximo a uma data como esta, temos de refletir o que nos trouxe até aqui e o que vamos fazer para que esta instituição - representante dos médicos paulistas - se encontre vigorosa, efetiva e operosa aos 100, 110, 120, 150. Depende do que fizermos agora para garantir as expectativas do associativismo às próximas décadas.” Foram com essas palavras que o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, iniciou o 2º Encontro de Líderes da entidade, realizado na cidade de São Pedro (SP) de 31 de maio a 2 de junho.

Como meta de estabelecer rever e fazer avançar o planejamento estratégico do triênio 2017-2020, a reunião contou com a participação de 120 integrantes da APM, entre diretores, presidentes e representantes de Regionais e membros do Conselho Fiscal.

As novas exigências em termos de informação, conectividade e interatividade; o papel e a percepção do associativismo na vida do médico; e a ética e a transparência com critérios de responsabilidade profissional guiaram as discussões no encontro.

“Estamos em momento de transição e o que fizermos terá um impacto imenso no nosso futuro. O desafio não é apenas diagnosticar e tratar novas doenças ou as já existentes; é reduzir as diferenças sociais, fazer com que o progresso assistido seja estendido a toda humanidade, que não tenhamos apenas algumas pessoas se beneficiando dos avanços da genética, da engenharia genética ou do acesso a água e alimento. Esse é o nosso grande desafio médico”, pondera Amaral.

Contexto atualLevando em consideração que vivemos em plena era da velocidade interativa da informação e da comunicação, José Luiz Gomes do Amaral traçou um cenário das relações atuais, fazendo paralelos entre seis milhões de anos do processo evolutivo da espécie humana, a história da Associação Paulista de Medicina e a atual série de avanços tecnológicos.

“São 88 anos que nos separam dos médicos pioneiros que construíram a nossa entidade aos atuais atores. Vamos vê-la agora desfilar aos nossos olhos, por meio das 75 Regionais, com ideias, esperanças, expectativas para construirmos juntos em rede um material farto, rico e interessantíssimo”, afirmou.

O presidente da APM ainda defendeu a reformulação do processo comunicacional entre a APM Estadual e suas Regionais. “Com a revolução das redes sociais, nunca fomos tão bombardeados de informações e nunca fomos tão mal informados, não sabemos se estamos dando um passo à frente ou retrocedendo, se pensarmos na enxurrada de fakenews que buscam confundir nossas opções e decisões. Precisamos tomar decisões equilibradas diante dessa realidade.”

Investimento e performanceOs diretores Antonio José Gonçalves (secretário geral) e Paulo Cezar Mariani (1º secretário) conduziram, em seguida, os trabalhos. Em debate sobre racionalização de investimentos e boas performances de gestão, foi apresentada a ideia de utilização de parte das plantas das Regionais para um projeto provisoriamente batizado de Consultório Dr. APM, voltado ao médico recém-formado, com a disponibilização de infraestrutura para locação de consultórios por hora.

“A intenção é criar o primeiro consultório em ambientes conjuntos, com secretária, atendimento digital e prontuário eletrônico, em uma infraestrutura adaptada, com gestão administrativa e financeira”, esclarece Mariani.

A reformulação do Estatuto Social foi outro ponto mencionado. Umas das finalidades da mudança é “desenvolver e apoiar parcerias e programas de estágios, residências, estudos, projetos de extensão e pesquisas aplicadas, treinamentos, palestras, seminários, eventos e cursos”, em centros acadêmicos privados e públicos. Além da possibilidade de inscrições para associados adjunto ou aspirante (recém-graduados, pessoa jurídica e associado previdenciário, por exemplo).

Gonçalves fez também um balanço da representatividade médica no estado paulista. “Temos uma população de 127 mil médicos. O associativismo teve uma estabilidade importante nos últimos dois anos, o que se explica parcialmente pela crise enfrentada pelo Brasil. Portanto, há bastante espaço para crescer na capital e no interior.”

O secretário geral também tratou do processo de racionalização de investimentos e boas performances de gestão das. “O papel da APM é apoiar suas unidades; entretanto, no dia a dia, cada uma das 75 Regionais ativas precisa gerar recursos necessários para a própria sustentabilidade. Queremos, se possível, aumentá-las com viabilidade, para sermos mais fortes. Por isso, temos de olhar para a infraestrutura, de forma que as nossas questões política, social, de ensino e de evolução tecnológica sejam atendidas.”

Defesa e tecnologia O diretor de Defesa Profissional, Marun David Cury, pontuou os trabalhos realizados em defesa profissional este ano no interior de São Paulo, como o diálogo em Araras para evitar a paralisação dos profissionais da Santa Casa de Misericórdia, a reunião para mediar crises na Santa Casa de Misericórdia de Itu, o encontro para orientação aos médicos em Suzano e a reunião com o Grupo São Camilo em Itu.

Já o diretor Administrativo da Associação, Florisval Meinão, apresentou a plataforma DrApp-APM que disponibiliza um contingente de 3 milhões de pacientes conectados diretamente com os 30 mil associados, para, a qualquer momento, agendar consultas e realização de procedimentos diversos. A plataforma é gratuita e o médico é remunerado de acordo com os valores da CBHPM.

Por fim, o diretor de Tecnologia de Informação da APM, Antonio Carlos Endrigo, fez um balanço do Global Summit Telemedicine & Digital Health, uma iniciativa da entidade, que aconteceu entre os dias 3 e 6 de abril, no Transamerica Expo Center. O GS contou com a participação de 1.500 pessoas, com mais de 100 palestrantes.

O 2º Encontro de Líderes teve o fechamento oficial de Akira Ishida, 2º Vice-presidente da APM, para quem a reunião atingiu todas as expectativas, estimulando a polêmica, novas ideias e estratégias, além de integrar as Regionais.

“Tivemos uma presença maciça das representantes. No ensejo, todos puderam expor realizações, problemas e expectativas. Foi um sucesso.”

 

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