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Projetos futuros da APM são debatidos no 3º Encontro de Líderes

3º Encontro de Líderes da Associação, realizado entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, no Guarujá (SP).


“Nosso objetivo é estar junto com os presidentes das Regionais, que muitas vezes não têm a oportunidade de conviver no dia a dia com os demais dirigentes da Associação Paulista de Medicina. E poder debater com eles pontos importantes para a nossa entidade e para a Medicina brasileira”, declarou o vice-presidente da APM Akira Ishida na abertura do 3º Encontro de Líderes da Associação, realizado entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, no Guarujá (SP).

O diretor Administrativo e ex-presidente da Associação, Florisval Meinão, relembrou a celebração dos 89 anos da entidade, no próprio dia 29 de novembro: “A Associação Paulista de Medicina tem uma história muito rica, de forte representação da classe médica. Hoje, temos uma situação financeira equilibrada graças aos esforços das últimas diretorias, mas é muito importante que tenhamos sempre novos projetos em vista”.

Ainda na abertura, Ishida destacou que a APM é a instituição médica mais sólida, que só existe porque seus associados têm esse desejo. “Os conselhos de Medicina, apesar de serem mais poderosos, podem desaparecer em um instante caso o Governo assim o deseje, como ocorreu com o enfraquecimento dos sindicatos. A Associação é o único órgão que atua exclusivamente pela defesa do médico e da boa Medicina.”

Na sequência, o diretor de Tecnologia da Informação da APM, Antônio Carlos Endrigo, fez uma apresentação sobre Telemedicina e Saúde Digital - na qual abordou o conceito de Medicina 4.0 e o impacto das novas tecnologias como cloud computing, inteligência artificial, internet das coisas e impressão 3D.

Endrigo também falou sobre a necessidade de ter uma boa regulamentação da Telemedicina no Brasil e citou as normas vigentes, como o artigo 37º do Código de Ética Médica, o parecer do CFM sobre o uso de WhatsApp e ferramentas similares e a Resolução 1.643/2002. Sobre a Resolução 2.227/2019, publicada e revogada pelo Conselho Federal de Medicina em fevereiro deste ano, o especialista alertou que a maior parte dos itens já é praticada. “Apenas a teleconsulta deve ser amplamente debatida pelos médicos. Pode ser feita? Como? Em que condições?”, indagou.

Novos projetosA manhã do sábado (30) foi dedicada a apresentações sobre os novos projetos, produtos e serviços da Associação Paulista de Medicina. Em breve abertura, o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, reforçou que a profissão é baseada em ética, ciência e compaixão. “Ontem, celebramos 89 anos e hoje já entramos na comemoração dos 90 anos. É um marco que nos anuncia que algo está por vir, nosso centenário. Traz reflexões sobre o passado e expectativas para o futuro.”

Em seguida, o gerente Comercial e de Marketing da Associação, Jorge Assumpção, apresentou a programação de ações para a celebração dos 90 anos da APM – que incluirá um selo comemorativo, campanha publicitária, exposições de arte e outros eventos esportivos e sociais, plantio de mudas derivadas do Plátano original de Hipócrates nas Regionais e homenagens em Câmaras Municipais e na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, entre outras.

O diretor de TI da APM, Antônio Carlos Endrigo, voltou novamente ao palco para explicar sobre o Data Mea, repositório de dados clínicos de pacientes, e sobre o novo aplicativo da Associação – que atualmente está disponível para celulares e tablets iOS, incluindo funcionalidades como prescrição de medicamentos e outros serviços da APM, como acesso a eventos, publicações etc.

“Data Mea vem do latim e significa meus dados. A ideia é pegar as informações que já estão em prontuários eletrônicos de médicos, hospitais e laboratórios e reuni-los em nuvem de forma segura, de maneira que os profissionais de Saúde só possam acessá-los mediante autorização do paciente. A APM tem agora um desafio muito grande de sensibilizar os serviços de saúde a se integrarem ao sistema, que foi construído de acordo com os padrões internacionais de interoperabilidade Health Level 7 (HL7), para que seja facilmente integrado com as plataformas usadas pelo Ministério da Saúde e serviços particulares”, esclareceu.

A Diretoria de Previdência e Mutualismo da APM, comandada por Clóvis Francisco Constantino e Paulo Tadeu Falanghe, trouxe informações sobre os novos produtos para os associados: seguro saúde para pequenas e médias empresas e consórcio para a aquisição de bens como imóveis e automóveis – que serão amplamente divulgados e comercializados a partir de janeiro de 2020.

O assessor médico da Diretoria da APM, Marcos Pimenta, fez uma apresentação inicial dos produtos. “Ofereceremos o consórcio em parceria com a Porto Seguro, que é a segunda maior do Brasil em consórcios, e com a corretora Brokers. O produto é menos burocrático que o financiamento e é uma excelente opção para compras programadas”, adiantou.

Sobre o seguro saúde para pequenas e médias empresas, a necessidade surgiu por conta dos aumentos significativos que o produto coletivo por adesão, atualmente comercializado pela Associação Paulista de Medicina em parceria com a Qualicorp. “Desenhamos produtos com as mesmas coberturas, mudando apenas a forma de contratação, e conseguimos chegar a valores até 40% mais baixos. Os planos PME poderão ser contratados pelos associados a partir de 2 vidas, até 29 vidas”, informou Pimenta.

Ações institucionaisAinda pela manhã, o diretor de Defesa Profissional da APM, João Sobreira de Moura Neto, abordou os possíveis impactos que a reforma tributária poderá trazer para os médicos e as ações que a Associação já está tomando: “Um dos principais projetos que estão em tramitação é a Proposta de Emenda à Constituição 45/2019, de autoria do deputado Baleia Rossi. Ele propõe a criação de um único Imposto sobre Bens e Serviços, com alíquota de 25%, o que prejudicaria os médicos que utilizam tanto os sistemas de lucro presumido e real quanto Simples Nacional. Nos próximos dias, iremos a Brasília abordar o assunto com o senador Jorginho Mello”.

O diretor de Patrimônio e Finanças da Associação, Lacildes Rovella Júnior, relembrou aos presidentes e representantes das Regionais da entidade sobre a central de serviços compartilhados. “A estrutura da APM Estadual está completa e disponível para as Regionais, desde a filiação até a execução final das cobranças, acessível em curto espaço de tempo. Já fornecemos os serviços de contabilidade e folha de pagamento e nossa proposta agora é executar as cobranças para as Regionais sem custo, com repasse imediato dos valores. As APMs do interior têm que buscar receitas e ter cada vez menos despesas para se manterem autossustentáveis, e a Estadual vai colaborar em tudo o que puder nesse sentido.”

Por sua vez, o diretor Administrativo da APM, Florisval Meinão, apresentou o status do edifício residencial da entidade. “Tivemos uma rápida ocupação das unidades em pouco mais de um ano e restam apenas 22 para alugar. Além da construção do prédio totalmente com recursos próprios da Associação, graças à boa administração das últimas diretorias, tivemos importantes reformas no Clube de Campo e nas Regionais da APM nos últimos anos, o que quase dobrou nosso patrimônio.”

À tarde, os líderes da Associação Paulista de Medicina foram divididos em oito grupos para discutir a sustentabilidade das Regionais – sob o comando dos secretários gerais, Antônio José Gonçalves e Paulo Cezar Mariani. O líder de cada grupo apresentou os temas e propostas debatidos aos participantes do evento.

Em meio à atividade, receberam a visita do médico e prefeito do Guarujá, Valter Suman – por intermédio do presidente da APM Guarujá, Edemilson Cavalheiro. “É uma grande honra estar recebendo este evento em solo guarujaense. Considero muito importante este espírito de associação, para que defendamos a nossa classe. O Guarujá é uma cidade fantástica, de belíssimas 27 praias, mas que também que tem um passivo social muito grande. Encontramos muitos desafios, mas me orgulho de estar fazendo um bom governo, um trabalho de equipe. Nós médicos somos treinados a fazer o bem sem olhar a quem. Ainda faço o meu ambulatório a cada 15 dias e sempre digo a todos que estou prefeito, mas sou médico”, afirmou Suman.

Encerramento“Foi um encontro muito produtivo e temos muito trabalho pela frente, para que a gente possa construir uma APM cada vez mais forte. A gente sai daqui com uma missão extremamente importante para nos organizarmos melhor e nos ajudarmos mutuamente. É realmente uma ação para podermos cada vez mais melhorar o associativismo e a representatividade médica. Os desafios estão dentro da nossa própria associação, na questão do ensino médico, do programa Mais Médicos etc. É importante estarmos unidos para fazer frente a esse cenário”, declarou o secretário geral da Associação Paulista de Medicina, Antônio José Gonçalves, no fim da tarde de sábado (1).

O secretário geral adjunto, Paulo Cezar Mariani, complementou: “Esse é o evento mais importante do ano, nos traz subsídios, mensagens e solidez ao associativismo. A Secretaria Geral está à disposição de vocês o ano inteiro. Quero fazer uma proposta a todos para os 90 anos da APM. Que cada associado traga ao menos um familiar que também seja médico para se associar, de forma que duplicaríamos o número da APM. Seria um presente para a nossa instituição tão querida e tão amada”.

Da mesma forma, Meinão declarou que o encontro atingiu plenamente seus objetivos iniciais. “Além de compartilhar com vocês nosso atual momento político, creio que conseguimos esclarecer o trabalho que é feito pela APM Estadual no sentido de garantir a sustentabilidade, com rigor na questão orçamentária, responsabilidade e transparência. Também demonstrar nosso apoio incondicional às Regionais e projetar o futuro.”

O vice-presidente Jorge Carlos Machado Curi falou na sequência, realçando a riqueza das informações compartilhadas e a força da APM: “Temos o privilégio de estar na maior associação médica da América do Sul, não só em tamanho, mas também na competência. Momentos de crise são também de oportunidade. Precisamos, neste momento, ter uma grande capacidade de comunicação, ser mais tolerantes, ouvir e aprender. Temos muita coisa pela frente em termos de nos comunicar e reproduzir de forma otimizada essas informações todas que foram colocadas”.

O ex-presidente da APM e atual vice-prefeito de São José do Rio Preto, Eleuses Vieira de Paiva, destacou a grande responsabilidade com a qual todos saem do evento. “O médico, não só do estado de São Paulo, mas de todo País, espera da gente liderança frente a esse momento extremamente grave, da degradação que nós estamos vendo da prática médica. E que está vindo de todos os meios, tanto do ponto de vista de ensino, quanto da prática no setor privado, tomado por grandes operadoras transnacionais, e no setor público não é diferente. A APM tem que tomar posição sim, e essa posição não é só do presidente, é de cada um de vocês que compõem esse grupo da nossa entidade.”

Por: APM Texto e fotos - Giovanna Rodrigues

 

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