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Cremesp leva tema do assédio moral a alunos da Faculdade de Medicina do ABC

Trata-se de um assunto que vêm tomando vulto na saúde, e capaz de afetar o presente e o futuro da carreira.

Sexta, 07 de junho de 2019


Foto: Osmar Bustos

O II Workshop Interdisciplinar de Saúde e Ética, promovido pela Sociedade Acadêmica de Medicina Legal e Perícias (Samelp), da Faculdade de Medicina do ABC, e sediado no Centro Universitário Saúde ABC, no dia 31 de maio, contou com a participação do Cremesp. O tema central das apresentações e debates foi Assédio Moral na Formação Acadêmica e Profissional, do qual participou, entre outros, Edoardo Filippo de Queiroz Vattimo, coordenador da Assessoria de Comunicação da Casa, falando sobre assédio a alunos e residentes de Medicina.

Trata-se de um assunto que vêm tomando vulto na saúde, e capaz de afetar o presente e o futuro da carreira. Ao encontro dessa tendência, o Conselho acaba de lançar o livro Assédio Moral na Formação Médica: conscientizar para combater, detalhado por Vattimo em sua apresentação no workshop. Entre outros pontos, destacou a vulnerabilidade ao suicídio entre jovens médicos, em especial, médicas. “É difícil estabelecer a relação direta entre as duas coisas. Mas sabe-se que as pressões, inclusive o assédio, podem funcionar como um ‘gatilho’, um ‘fator desencadeante’” a problemas de saúde mental, em meio a tal público.

Também participaram do evento Silmara Conchão, professora do departamento de Saúde da Coletividade da FMABC; Ivan Miziara, presidente da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas; Rodrigo Sinott, psiquiatra do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe); e Cibele Linero, mestre em Direito do Trabalho (USP).

Durante as discussões, alunos da Faculdade de Medicina do ABC questionaram, por exemplo, a licitude de um aluno gravar a conversa com um professor que realiza assédio sexual a ele – pode-se gravar, se for uma das partes –; e como defender-se de assédio “vertical”, vindo de paciente. “Às vezes o atendido descarrega sobre o médico problemas da própria vida, como dívidas, violência etc. Quando isso acontece, o prontuário continua sendo a melhor forma de registrar tudo”, afirma Vattimo.

Por: Cremesp

 

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