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Chega ao país remédio para psoríase que pode ser reaplicado a cada 3 meses

Boa notícia para os portadores de ​psoríase:​ a ​Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)​ acaba de aprovar um novo ​medicamento​ para os casos moderados e graves da doença.

Segunda, 10 de junho de 2019


Boa notícia para os portadores de psoríase: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar um novo medicamento para os casos moderados e graves da doença. É o risanquizumabe, da farmacêutica AbbVie, que

tem como vantagens a administração trimestral após as duas primeiras doses e a possibilidade de ser aplicado em casa.

Essa doença inflamatória crônica provoca lesões na pele e acaba afetando outras partes do corpo, como coração, fígado e rins. A nova alternativa de terapia faz parte do grupo dos chamados medicamentos imunobiológicos.

“Eles bloqueiam a inflamação e o paciente fica quase sem lesões. Essa classe revolucionou o tratamento por deixá-lo mais simples. E são bastante seguros”, afirma a dermatologista Aline Okita, chefe do Ambulatório de Psoríase da
Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

O risanquizumabe é injetável e deve ser administrado por via subcutânea. Depois da primeira aplicação, são quatro semanas até o paciente receber a segunda dose. A partir daí, vem a fase da manutenção, em que o remédio é usado a cada três meses. Segundo Aline, isso representa um avanço, já que as opções atuais precisam ser manipuladas várias vezes por semana ou mês.

Os estudos clínicos que embasaram a aprovação contaram com mais de 3 000 voluntários no total. Para ter ideia, mais de 80% das pessoas tiveram melhora nas lesões na pele. E cerca de 60% alcançaram recuperação completa ao longo de 52 semanas de intervenção.

Além de avaliar a eficácia, os testes compararam sua ação com o ustequinumabe, o adalimumabe (dois outros fármacos) e um placebo. Nos três casos, a droga nova atingiu resposta significativamente superior.

Os efeitos adversos observados na pesquisa incluem dermatofitose (um tipo de micose),dor de cabeça, coceira, fadiga, reações no local da injeção e infecções no trato respiratório superior. Esse último contratempo, vale dizer, foi o mais comum: ocorreu em 13% dos participantes.

Apesar de ser um medicamento inovador, isso não significa que os já existentes entrarão em desuso. Afinal, o problema se manifesta de forma e intensidade diferentes. Por isso, o tratamento é individualizado.

“Cada medicamento tem seu perfil de paciente. Às vezes, ele sofre com efeitos adversos ou o remédio deixa de funcionar ao longo do tempo. Daí porque a gente precisa de outras opções”, completa Aline.

De acordo com a AbbVie, o risanquizumabe estará disponível para comercialização no Brasil a partir de setembro, após a definição do preço.

Por: APM/Saúde Brasil

 

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