Rua Pedro Jaccobucci, 400 . São Bernardo do Campo - SP (011) 4330-6166 (011) 96301-1337 administracao@apmsbc.org.br

Ministério distribui 16 milhões de doses de vacina contra o sarampo aos Estados

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 14, que enviou aos Estados do País mais de 16 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Sexta, 16 de agosto de 2019


SÃO PAULO - O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 14, que enviou aos Estados do País mais de 16 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A pasta diz que a quantidade objetiva atender a vacinação de rotina, como prevista no Calendário Nacional de Vacinação. O intuito do ministério é também intensificar a vacinação de crianças de seis meses a menores de um ano que residem em municípios que apresentam surto ativo de sarampo, com crescimento de casos confirmados nos últimos 90 dias.

O Estado mostrou que, com estoques limitados, o Ministério da Saúde iniciou busca no mercado internacional para compra de vacina contra sarampo. Diante da explosão de casos em São Paulo e com receio de que o quadro se replique em outros pontos do País, a pasta procura alternativas para eventual aumento expressivo da demanda.

A pasta diz que tem reforçado as ações de combate e prevenção da doença em Estados como São Paulo, que recebeu 6,5 milhões de doses. Rio, Bahia e Pará receberam juntos 8,2 milhões de doses do imunizante. Os casos confirmados nos últimos 90 dia chegaram a 1.226, segundo dados do ministério. São Paulo lidera com 1.220; Rio tem quatro, Bahia e Paraná, um cada.

O Ministério da Saúde destacou que encaminhou às secretarias estaduais e municipais de Saúde, "um conjunto de recomendações voltadas aos profissionais de saúde sobre proteção e cuidados para evitar a propagação do sarampo nas unidade de saúde do País". "Entre as orientações está que todos os trabalhadores dos serviços estejam vacinados; além da necessidade da oferta de treinamentos periódicos, em relação a segurança e riscos biológicos no trabalho; e remanejamento das gestantes que prestam assistência diretamente aos casos suspeitos e que não têm comprovação prévia de vacinação".

A pasta lembrou que o País vinha de um histórico de não registras casos autóctones desde o ano 2000. "Entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos da doença a partir de casos importados, nos estados do Ceará e Pernambuco, com 1310 casos. Os surtos foram controlado com as medidas de bloqueio vacinal e, em 2016, o Brasil recebeu o Certificado de Eliminação do Sarampo, emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde do País (OPAS)".

O Brasil perdeu o certificado em fevereiro deste ano e, atualmente, o ministério diz empreender "todos os esforços para eliminar novamente a transmissão do vírus no país, com reforço da vacinação contra o sarampo. Manter altas e homogêneas coberturas vacinais na população é a única forma de evitar a transmissão da doença".

Por: APM/Estadão

 

Voltar