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Morte por sarampo em São Paulo preocupa médicos, autoridades e população

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a doença registrou mais de 2000 casos nos últimos 90 dias

Segunda, 02 de setembro de 2019


A primeira morte por sarampo desde 1997, de um homem de 42 anos, foi confirmada na última quarta (28). A Associação Paulista de Medicina presta suas condolências à família da vítima e demonstra sua indignação com o óbito em função de uma doença que, até então, estava controlada no País. Além disso, reforça a importância da correta vacinação da população, não apenas no caso do sarampo, mas de outras doenças evitáveis por meio de imunização.

O estado de São Paulo é o que concentra o maior número de casos desde a expansão da doença no Brasil – segundo o Ministério da Saúde -, com 99% dos casos confirmados. A chegada de um navio com tripulação infectada no Porto de Santos, em fevereiro deste ano, pode ter sido a porta de entrada para o avanço do sarampo no País.

A infectologista Rosana Richtmann, em entrevista ao podcast do Bem-Estar, explica o que leva o vírus a se concentrar no maior estado do Brasil. “Aqui é onde a gente tem o maior fluxo de pessoas, nós temos aeroportos e portos, que são portas de entrada. Além disso, a densidade demográfica é muito grande, então acaba tendo esse risco maior”.

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, a doença registrou, de 2 de junho a 24 de agosto, 2.331 casos confirmados em 13 estados, sendo eles: São Paulo (2.299), Rio de Janeiro (12), Pernambuco (5), Santa Catarina (4), Distrito Federal (3), Bahia (1), Paraná (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1), Goiás (1) e Piauí (1).

Nesta semana, o Ministério passou a enviar mais de 1 milhão de doses extras da vacine tríplice viral aos estados. 960.907 mil dessas doses são destinadas para os 13 estados em situação de emergência, sendo 56% para São Paulo. O País possui 28,7 milhões de doses adicionais da vacina, garantindo que o abastecimento se mantenha intacto até 2020.

Ela pode ser adquirida gratuitamente nos postos de saúde e está disponível para toda a população. É importante lembrar que gestantes, crianças com menos de 6 meses e pacientes que passam por tratamento imunossupressor (como quimioterapia e pacientes soropositivos), não devem tomar. Fora dessas condições, é necessária – e de extrema importância – a prevenção.

O sarampo

O sarampo é uma doença grave que pode trazer complicações e até matar. O seu vírus fica em suspensão no ar e pode se manter em um ambiente fechado por até duas horas, aumentando as chances de contágio por pessoas desprotegidas. As chances de o vírus se disseminar são proeminentes e os sintomas podem levar até duas semanas para aparecer.

“A fase que antecede o aparecimento de manchas pelo corpo é chamada de prodrômica, que é quando o paciente já está com o vírus, mas ainda não tem diagnóstico. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com gripe e uma série de outras doenças e, em um momento de surto, esta informação é muito importante”, complementa Rosana.

Por: APM

 

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