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Mais Médicos: Ministério da Saúde de Cuba rompe parceria com o Brasil

Após cinco anos, a parceria entre Brasil e Cuba para o programa Mais Médicos chegará ao fim. A decisão foi anunciada pelo governo cubano, por meio de nota divulgada por seu Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (14).

Segunda, 19 de novembro de 2018


Após cinco anos, a parceria entre Brasil e Cuba para o programa Mais Médicos chegará ao fim. A decisão foi anunciada pelo governo cubano, por meio de nota divulgada por seu Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (14).

"O Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e, assim, comunicou a diretoria da Organização Pan-Americana de Saúde e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam a iniciativa", diz o texto.

Nos últimos anos, os governos já estavam abrindo vagas para o programa a profissionais brasileiros, em vez de estrangeiros. Atualmente, o programa Mais Médicos tem mais de 18 mil posições, sendo 8.500 ocupadas por cubanos.

Desde o lançamento da iniciativa, a Associação Paulista de Medicina sempre evidenciou sua posição contrária à prática de médicos estrangeiros que não passaram pelo processo de revalidação de diplomas no Brasil.

Além disso, a entidade ressalva que o Mais Médicos ampliou a abertura de muitas faculdades de Medicina privadas, sem qualificação, e vagas acima das dimensões do sistema de saúde brasileiro.

“A um só tempo, o Mais Médicos tem desestruturado a formação em Medicina e o exercício da profissão médica no Brasil. Autoriza número escandaloso de vagas, incompatíveis com as dimensões do sistema de saúde brasileiro e faculta ainda o exercício da Medicina a pessoas não qualificadas”, resume José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM.

Atualmente, o Mais Médicos permite que profissionais sem diploma revalidado atuem em unidades básicas de saúde vinculadas ao programa por três anos, como intercambistas. Para renovar a colaboração, entretanto, a revalidação do diploma é exigida.

Ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, afirmou que a pasta ainda não foi comunicada oficialmente da decisão do governo de Cuba. Assim sendo, não há novidades sobre o andamento do programa e sobre quando os cubanos deixarão de atender.

Por: APM

 

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