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Primeiro remédio específico para compulsão alimentar é aprovado

​Embora atinja de 2 a 3% da população, o transtorno da compulsão alimentar não tinha um remédio aprovado especificamente contra ele no Brasil até pouco tempo atrás.

Segunda, 17 de dezembro de 2018


Embora atinja de 2 a 3% da população, o transtorno da compulsão alimentar não tinha um remédio aprovado especificamente contra ele no Brasil até pouco tempo atrás. Mas isso mudou com o dimesilato de lisdexanfetamina, da farmacêutica Shire, liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

“Os médicos já usavam certos medicamentos em situações específicas do problema, mas essa aprovação, baseada em estudos robustos, dá mais confiança para o profissional e o paciente”, afirma o psiquiatra José Carlos Borges Appolinario, coordenador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Mas, antes de conhecer esse tratamento mais a fundo, é importante compreender a doença contra a qual ele vai atuar.

O que é o transtorno de compulsão alimentar

Não confunda esse quadro com beliscadas fora de hora ou com um apetite voraz. “O transtorno de compulsão alimentar é marcado por episódios bem definidos, que duram de 20 minutos a duas horas mais ou menos, em que a pessoa come uma quantidade muito superior ao normal para ela”, ensina Appolinario.

Ao contrário da bulimia, o paciente não compensa essa perda momentânea de controle com táticas inadequadas como indução de vômito ou a adoção de um jejum prolongado.

“Para diagnosticarmos um indivíduo com essa desordem, ele precisa ter ao menos um episódio de compulsão por semana ao longo de três meses ou mais”, completa Appolinario. E só pra reforçar: quem define a presença do distúrbio é o especialista e nunca um amigo ou um parente.

Além de favorecer problemas como obesidade e diabetes – 60% dos pacientes estão acima do peso –, o transtorno da compulsão alimentar gera nervosismo, sensação de culpa… Ele, portanto, não deve ser menosprezado, tampouco virar motivo de brincadeira.

De acordo com Appolinario, as causas dessa chateação são desconhecidas. Mas ela parece ser mais comum entre quem sofre com ansiedade ou depressão.

No momento, essa nova arma não está disponível no setor público.

Por: APM/Saúde Abril

 

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